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A Verdadeira Motivação do Cristão

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Texto base: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará” (Mt 6.6).

 

Vivemos numa sociedade onde o TER sobrepõe-se ao SER. Sofremos pressões diárias para vivermos de forma materialista. Fama, poder e influência política procuram atrair-nos. No entanto, quando a pessoa acostumada à fama e ao poder cai no anonimato, perde o total controle da situação. Ela percebe não ser mais o centro das atenções. Como o cristão deve lidar com o anonimato em sua vida? Certamente não é a vontade de Deus que seus filhos busquem o estrelato terreno, mas o verdadeiro sentido de viver à luz do exemplo de simplicidade evidenciado na vida de Jesus de Nazaré.

 

O Cristão fiel dispensa a vaidade

Além de significar o que é “vão” ou “aparência ilusória”, o termo vaidade, segundo o dicionário Houaiss, designa a ideia de “valorização que se atribui à própria aparência”. É o desejo intenso de a pessoa ser reconhecida e admirada pelos outros. Quando lemos as Sagradas Escrituras percebemos que “o buscar a glória para si” é algo absolutamente rechaçado pela Palavra de Deus (Jo 3.30). A palavra revela que o servo de Cristo não deve, em hipótese alguma, ser motivado por essa cobiça (Mc 9.30-37).

 

O Cristão fiel não se porta soberbamente

O livro de Provérbios demostra com abundantes exemplos e contundentes palavras do que o ser humano é capaz quando o seu coração é dominado pela soberba e pelo desejo desenfreado pela fama (Pv 6.16-19; 8-13). Ele “se apressa em fazer perversidade”; ”usa de língua mentirosa”; “semeia contendas entre irmãos”; e, “com olhos altivos”, assiste as consequências dos seus atos sem pestanejar, arrepender-se ou sensibilizar-se. A motivação do discípulo de Jesus está em servir ao Senhor com um coração integro e sincero diante de Deus e dos homens (Jo 13.34,35).

 

A verdadeira Sabedoria

O livro de Eclesiaste relata a história de um pobre homem sábio que livrou a sua cidade das mãos de um rei opressor (Ec 9.13-18) No entanto, o povo logo o esqueceu. Ele, porém, não deu importância alguma para isso, pois o que mais queria era livrar, de uma vez por todas, a sua querida cidade das mãos do tirano. A fama e o desejo de ser reconhecido passavam longe do seu coração. Afinal o que caracteriza a verdadeira sabedoria é o “temor do Senhor” (Pv 1.7).

 

A Simplicidade

O maior exemplo de simplicidade e equilíbrio temos na vida de Jesus Cristo. Jesus sabia exatamente da sua missão a cumprir (Jo 5.30) não se deixando seduzir pela fama e retirando-se na hora apropriada. Quando percebeu que a multidão desejava fazer dEle um referencial de fama, Cristo retirou-se para não comprometer a sua missão (Mc 1.45) O mestre é nosso exemplo de simplicidade e equilíbrio no trato om as multidões.

 

O anonimato não significa derrota alguma para aqueles que estão em Cristo Jesus. Jesus chega a incentivar a prática anônima da vida cristã (Mt 6.1-4). A pureza, a simplicidade e a sinceridade são os valores do Reino de Deus que nem sempre são entendidos pelos incrédulos. Todavia somos chamados a manifestar esses valores em nossa vida. Não se preocupe com o anonimato, mas deseje agradar ao Senhor que criou os céus e a terra.

 

Escrito por: Pr Fernando Regonato

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