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O pecado – o perigo do evangélico não ser convertido

Pecado-para-morte

Texto base: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”  2 Co 5:17

O pecado pode ser definido como errar o alvo, ou seja: qualquer falha em relação à lei moral de Deus seja em ações, intenções ou natureza. Uma vez que Deus cobra a penalidade pelo pecado por causa da sua justiça e que Ele odeia o pecado devido a sua Santidade, devemos ter em mente que se alguém se declara cristão este será parecido com Cristo. Se alguém se declara cristão, mas não tem frutos tal fé declarada é morta.

O nosso país é essencialmente religioso, em muitas famílias espera-se que as novas gerações sigam as tradições religiosas. Alinhado a isso nosso país também se declara laico, onde não há abertamente uma resistência ou perseguição à igreja de cristo por parte do governo. Todos estes fatos contribuem para um dos maiores perigos ao qual uma pessoa pode se expor: a religiosidade, profissão de fé sem frutos.

Muitos estão dentro dos templos, se declaram cristãos, são líderes, são dedicados às atividades eclesiásticas, porém nunca se converteram. São pessoas religiosas, apegadas aos costumes, apegadas a líderes ou instituições religiosas, gostam das atividades na igreja, mas a intenção dessas pessoas não é ter comunhão com Deus e isso pode ser evidenciado primeiramente porque não possuem relacionamento pessoal com Cristo, e em segundo lugar, não podem passar pela simples prova do evangelho: “pelos frutos os conhecereis” (Lc 6.43-45).

se alguém está em Cristo, nova criatura é”: esse texto não diz para as pessoas se esforçarem para serem cristãs. Ele explica que se alguém é cristão, isso pode ser evidenciado pelos frutos. Não basta se vestir diferente, mudar a maneira de falar, parecer um cristão externamente, porque Deus conhece o coração. Se não há mudança de atitude, santidade, relacionamento pessoal com Cristo, vida de oração, jejum, e conhecimento de Deus pela palavra não existem as características mais simples do que descreve um cristão (At 2.42; Fp 2.13).

“as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”: esse texto complementa o anterior e diz que se alguém é cristão houve conversão. Conversão é mudança de direção, portanto se houve conversão isso pode ser visto pelos frutos. E neste aspecto não estamos falando sobre ir ao templo, mudar a fala e as vestes, estamos falando da principal marca do cristão que não pode ser produzida externamente apenas: o amor (1 Jo 2.3-6). Os bons frutos podem até ser forçados por algum tempo, mas eles são naturais e irão aparecer mostrando quem realmente somos.

                O momento do pecado é um excelente termômetro neste aspecto, pois quando um cristão peca, sua alma fica dilacerada pela culpa, por ter entristecido ao Espírito Santo, por ter ofendido a Santidade de Deus, e isso o leva ao arrependimento, humilhação diante de Deus, a declarar guerra contra o pecado, ao restabelecimento de sua comunhão com Deus, e por fim este terá um nível ainda maior de comunhão com Deus. Ele não perde a condição de filho perante Deus (justificação), pois o nosso Senhor não é um garoto que fica num trono distribuindo salvação e tomando de volta como penalização (1 Jo 1.7). A divina semente uma vez no homem permanece nele (1 Jo 3.9). O cristão é guardado pelo Senhor da sua salvação (1 Pe 1.3-5; Fp 1.6).

Em contrapartida aquele que diz que pode pecar porque depois pede perdão a Deus, ou não se importa em cometer pecados de menor importância porque Deus perdoa, ou ainda pensa que poderá procurar agradar a Deus depois porque agora está muito preocupado com sua própria vida, demostra que NUNCA FOI UM CRISTÃO. Porque a divina semente não permanece nele, o seu estilo de vida demonstra isso, tal pessoa é árvore má com frutos maus. Suas palavras demonstram que não há temor a Deus ou reverência e tal pessoa não entendeu a gravidade de pecar contra Deus que é Santo e Justo. Não entendeu que a penalidade requerida por pecar contra o Deus eterno é a condenação eterna, e que ninguém pode escapar de Suas mãos. Portanto tal pessoa não é salva, pois não crê em Cristo. Às vezes a pessoa está preocupada em perder o galardão na eternidade porque comete muitos pecados, mas na verdade ela nem é salva, e demonstra isso pelos seus frutos: “pelos frutos os conhecereis”. Uma das maneiras mais miseráveis possíveis de se viver é enganar a si mesmo em uma religião e, no final ser condenado eternamente (Mt 7.19.23).

Muitos estão colocando a sua confiança na religião. Temem perder a recompensa de Deus quando na verdade não podem recebê-la porque a recompensa é para os salvos. Ninguém pode zombar Daquele que criou céus e terra e penetra os pensamentos do homem. Ninguém pode enganar Aquele que julgará homens e anjos com justiça e dará a cada um o salário do pecado. Devemos temê-Lo, nos voltar a Ele, nos arrependermos, dobrar não apenas nossos joelhos, mas também nossos corações pelo simples fato de que Ele é digno. Porque Dele, por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória pois, a Ele eternamente. Amém.

Escrito por: Pr. Thiago Amicussi

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