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Oração segundo a vontade de Deus

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“E esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito.” (1 Jo 5.14,15)

Deus é Soberano e tudo o que acontece no mundo está sob o seu controle (Hb 1.3,4; Mt 10.29,30; Rm 8.28). Mesmo assim Deus nos concedeu o privilégio de pedir que o curso de situações sejam alteradas. Mesmo Deus sendo Soberano permite que as nossas orações tenham efeito no mundo que ele criou e governa. Muitas vezes não damos à devida importância a grande dádiva da oração.

E esta á a confiança que temos para com Ele”: primeiramente é importante entender que devemos confiar nesta promessa de Deus. A oração é um meio pelo qual Deus nos permite, em humildade e sujeição a Ele, afetar de alguma forma o curso das coisas neste mundo. Podemos orar pela conversão de um familiar, pelo nosso trabalho, pela nossa igreja, pela cura de alguém, enfim qualquer outra situação que se conforme com a vontade de Deus (Mt 7.7,8; Mc 11.24-26; Jo 14.13,14). Devemos crer que Deus nos trata como filhos, portanto tem prazer em responder às nossas orações (Hb 12.7, Mt 7.11).

Que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade ele nos ouve”: devemos considerar o que diz esta parte do versículo. Deus ouve a nossa oração quando oramos segundo a sua vontade. Isso quer dizer que Deus não ouve a oração egoísta que busca seus interesses ou busca apenas ajuntar coisas nessa terra. De fato, se não é segundo a vontade de Deus então não é oração. A oração do Pai nosso (Mt 6.9) nos adverte da maneira como orar. É um modelo de oração. A oração em si não é para ser repetida apenas como uma liturgia, mas é um modelo de como a nossa oração deve chegar a Deus “seja feita a tua vontade”. É muito importante neste ponto ressaltar que alguém que está em comunhão com Deus ora de acordo com a vontade de Deus. Outra certeza que a palavra de Deus nos dá é que se andamos na vontade de Deus recebemos o que pedimos. (Jo 15.7, Tg 1.5, 1 Jo 3.22, Tg 5.16-18).

E se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”: a certeza de receber o que pedimos em oração está na segurança de saber que a nossa oração está de acordo com a vontade de Deus. Por isso quando não sabemos o que Deus quer em relação a alguma situação devemos orar por percepção, sabedoria, discernimento, iluminação e para que seja feita a vontade Dele. Se não sabemos a vontade de Deus, devemos fazer a nossa parte da melhor maneira possível e orar para que a vontade de Deus seja cumprida (2 Sm 10.12).

O motivo da oração deve ser sincero e puro diante de Deus. Deus não pode ser convencido pelos sentimentos, pelas lágrimas ou palavras bonitas. Quando a pessoa ora por algo e coloca o motivo na presença de Deus, este motivo deve ser exatamente o que está sem seu coração, caso contrário a pessoa engana a si mesma. Por exemplo, quando pedimos algo material para Deus, qual é a intenção? É algo que precisamos? É apenas para ajuntarmos nessa terra ou é porque nossos vizinhos e amigos possuem e, portanto, também queremos possuir? Deus conhece o homem no íntimo (Sl 139.1,2). Ninguém pode enganá-lo (Tg 4.2,3; Mc 10.35-38). Deus nos trata como filhos, assim como o Pai não daria ao filho que ama algo que fosse lhe causar dano, Deus também não daria algo para causar mal aos seus filhos.

                Um grande exemplo de orar segundo a vontade de Deus é o caso dos discípulos Pedro e João depois de serem soltos da prisão procuraram os irmãos e oraram a Deus por intrepidez para o anúncio do evangelho e para Deus operar grandes sinais (At 4.29,30). Vemos a resposta de Deus em At 5.12 e todo o livro de Atos.

E mesmo quando não recebe o que pede, o cristão deve crer que sempre que vai para a presença de Deus será edificado de alguma maneira pelo simples fato de que está mantendo e nutrindo o seu relacionamento com Cristo. Sempre de alguma maneira será edificado (Hb 11.6).

Ao orar a Deus devemos sondar nosso coração quanto a real intenção da nossa petição. Devemos ter em mente que oramos ao Deus todo onisciente e soberano que sonda as mentes e corações e nada há desconhecido diante Dele. Por isso é extremamente importante conhecer a Deus por meio de sua palavra, pois somente assim é possível ter intimidade com Deus e orar segundo a sua vontade.

Se não existe conhecimento de Deus pela sua palavra, não existe intimidade com Deus por meio da oração, pois a própria bíblia define o que é intimidade e amor a Deus (Jo 14.15,21, Lc 6.43-45).

O crescimento na graça e conhecimento andam juntos (2 Pe 3.18). Afinal é impossível saber que está crescendo na graça se não souber o que é a graça de Deus de acordo com a bíblia.

Escrito por: Pr. Thiago Amicussi

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