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Missões urbanas

O que é Missões urbanas

O que é missão urbana? Pensa-se logo em centros urbanos grandes, cidades grandes. Mas com a mídia moderna, e com o acesso instantâneo às informações, as pessoas de cidades pequenas também estão com uma visão mais urbana, principalmente entre os jovens.

Volto a perguntar: O que é missão urbana? A Missão Urbana é um dos maiores desafios que as Igrejas cristãs se defrontam atualmente. Há diversas propostas missionárias em franco desenvolvimento no mundo urbano brasileiro.  Merecem análise e avaliação.

Em muitos casos encontramos igrejas e comunidades que não conseguem comunicar-se com as pessoas das cidades. Este texto deseja fazer uma análise e apontar caminhos práticos para assumir o desafio urbano, ser uma igreja “da cidade” e não mera “na cidade”, tentando entender com seriedade às angústias e clamores das pessoas em vista de novas possibilidades de vida digna e solidária.

O grande desafio da vida cristã moderna é continuar a missão deixada por Jesus Cristo. É essa a missão da Igreja. Um desafio que se apresenta a todos os cristãos, em toda parte, que buscam fidelidade, no mundo de hoje, ao Projeto do Reino de Deus.

Na realidade atual, onde predomina um estilo de vida que tem marcado profundamente quase toda humanidade, tanto na configuração da existência pessoal quanto social. Aqui o que se pretende não é tanto discutir conceitos, mas sim perceber como esta forma de estruturar a cultura influencia e se deixa influenciar pelo caminho proposto pelo Senhor Jesus Cristo.

A Boa Nova de Jesus é sempre atual. No entanto, essa atualidade só é percebida se as pessoas se tornam capazes de articular o presente com o passado. Não basta repetir fórmulas prontas.

Vivemos em um mundo predominantemente urbano (75% da população mundial mora em cidades), com grandes cidades e metrópoles. Cidades que, muitas vezes, se caracterizam mais por um aglomerado de gente do que um conjunto bem organizado de vida humana. É preciso entender este mundo e não demonizá-lo.

Na grande cidade, estamos diante de seres humanos cansados e massacrados pelo trabalho ou angustiados pela falta dele, atingidos por inúmeros interesses e preocupações.

O número de relações sociais é muito mais complexo do que a vizinhança. Até mesmo as relações de parentesco já não possuem a mesma referência. Assim sendo, é preciso muita serenidade para não cair logo numa atitude de condenação. É interessante como facilmente esquecemos aquela atitude acolhedora de Jesus que não manda a samaritana embora, que não se afasta dos publicanos e nem dos pecadores.

Toda realidade cultural é sempre um desafio para a missão de evangelizar. E, com a modernidade, como já vem sendo abordado, não poderia ser diferente. Porém, a questão de fundo é a forma de dialogar com essa realidade cultural. Algumas análises correm o risco de superficialidade, descrevendo o fenômeno naquilo que pode ser observado imediatamente, através dos sentidos, sem encontrar as razões mais profundas que justificam o estabelecimento do mesmo.